A pandemia e a queda do investimento da década

É só pela pandemia? Entenda o motivo pelo qual a criptomoeda caiu tanto no mês de março

O mundo luta contra uma pandemia que parece não ter fim.

Um surto que começou na China logo ganhou a Europa provocando diversas mortes, chegando até a América do Sul e amedrontando o mundo todo.

Governantes fecharam estabelecimentos, lojas, padarias e qualquer tipo de comércio, alterando completamente a economia mundial e afetando também o mercado de criptomoedas.

No entanto, se é totalmente virtual, como aquele que, em 2019, este que foi considerado como o investimento da década, caiu tanto?

A pandemia e a economia: respostas necessárias

Com uma resposta àquilo que chamamos de catástrofe natural, desde o último dia 12/03/2020, o mercado de criptoativos tem sofrido um forte impacto.

Neste mesmo dia, que foi considerado como a quinta-feira negra, houve uma queda de 47%, tornando o ativo como o pior rendimento desde 2016, de acordo com os dados fornecidos pelo instituto de pesquisa Market Science.

Os mercados globais começaram a declinar a partir do dia 20 de fevereiro, esse foi o pior dia em décadas para a economia.

O principal motivo para a queda da criptomoeda pode ser o funcionamento do ativo por si só, por conta da sua natural volatilidade; em meio à pandemia do novo Coronavírus, muitos usuários acabam recorrendo ao dinheiro em espécie.

Isso aconteceu, sobretudo, por conta do receio dos investidores que refletiram que neste novo quadro a aplicação não gere o retorno esperado a longo prazo.

Este momento pode ser considerado como uma nova era para o mercado de criptoativos.

Essa mudança em meio à pandemia do novo Coronavírus, pode ser afirmada através de uma análise no Google Trends.

Através desta pesquisa feita a partir das buscas no Brasil, as pesquisas pelo termo Bitcoin Coronavírus ultrapassam o número de pesquisas pelo termo Bitcoin Halving.

A análise abaixo, faz referência ao período dos últimos 30 dias, onde a barra azul representa a busca por COVID-19 e a barra vermelha representa a busca por HALVING:

pandemia

O volume da venda do Bitcoin foi impulsionado por algumas empresas que estão buscando liquidez por chamadas de margem em outras classes de ativos.

É possível concluir que nenhum ativo está imune aos tempos de crise, tampouco aqueles que se dão em ambientes virtuais.

Ano desafiador  para a economia global: o surgimento do novo Coronavírus

O que parecia apenas um surto que começou na China em dezembro, culminou em um pequeno stress na economia global em janeiro.

Esse pequeno distúrbio acabou ganhando força em março, quando eclodiu no mundo uma declaração dada pela OMS, afirmando que estamos vivendo uma pandemia.

Com o anúncio, as bolsas no mundo tudo sofreram quedas históricas, interrompidas por circuit breakers.

Conforme a economia e as horas avançavam, os impactos na economia eram sentidos.

Era esperado que o Bitcoin atuasse como uma reserva de valor, pois quando criado, foi pensando que ele teria justamente este efeito ante momentos como esse que estamos vivendo.

Apesar dessa consideração, na quinta-feira denominada como negra, onde tivemos a declaração da pandemia houve uma enorme queda.

Durante um período  de 11 anos, a criptomoeda oscilou diversas vezes durante um curto espaço de tempo.

Podemos ressaltar que quando essa oscilação tende a ir para um valor mais alto, consequentemente há uma tendência para aquilo que é denominado de “bull run” e “Bitcoin to the moon”.

Muitas vezes a criptomoeda está interligada à legitimidade, sobretudo por ser um ativo que nunca sofreu fraude ou até mesmo ataque de hackers.

Pode ser utilizada como uma espécie de safe haven, mas para ser considerado uma reserva de valor, ainda vai demorar muito.

Com as criptomoedas há uma liquidez exacerbada, onde não há circuit breakers onde há todo um processo de alavancagem que torna a questão um pouco mais sensível.

Sendo assim, muitas exchanges garantem que os investidores negociam contratos futuros com uma alta alavancagem e que os processos sejam liquidados automaticamente.

Como e quando a pandemia começou a assustar

Tudo começou em 12 de março, que foi definida como quinta-feira negra.

A partir daquele dia, começamos a vivenciar um cenário totalmente diferente daquilo que se esperava para 2020, o ano do Halving.

Na semana seguinte, o Bitcoin e o Ethereum aumentaram mais de 15% em um único dia.

Apenas uma semana antes as criptomoedas estavam sendo negociadas abaixo dos 10 mil dólares respectivamente.

Confira o gráfico abaixo e observe como ocorreu a queda do Bitcoin em um período de 10 dias:

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Mas além de todos esses aspectos relatados acima, o que pode ter feito com que o ativo desvalorizasse foi também alguns pontos relacionados à China.

Dentre eles nós podemos destacar:

  • A desvalorização com os noticiários sobre o Coronavírus

Com o enfraquecimento da economia chinesa, os investidores resolveram acumular Bitcoin para ter um fundo de garantia, atestando-o como ativo de segurança.

  • Dificuldade para minerar

Na China, por exemplo, onde todo o surto começou, há uma representatividade de 65% da mineração de Bitcoin.

O fechamento compulsório de empresas neste segmento afetou diretamente o mercado de criptoativos.

  • Quarentena chinesa

O  país começou a se utilizar de raios ultravioletas e altas temperaturas nas notas do seu dinheiro para evitar contaminar a população.

Agora a pergunta que não quer calar, o Covid-19 afeta o Halving?

A resposta é sim.

Um dos motivos foi relatado acima: com a dificuldade de mineração, consequentemente haverá impactos no Halving.

A quarentena pode afetar também a produção de novos equipamentos para a mineração. Com a redução das fazendas para os mineradores, consequentemente afetará todo o ano do Halving.

Crises são momentos de grande estresse nos mercados mas logo chegam ao fim. Em momentos como o que vivemos atualmente, o Bitcoin é uma oportunidade de ganhos futuros até pela realização do Halving. Talvez os ganhos com a criptomoeda pudessem ser maiores se não houvesse a pandemia; contudo ainda é uma boa oportunidade dada a imensa liquidez que o mundo possui atualmente.

Quer saber mais sobre como o novo Coronavírus pode impactar a nossa economia? Fale com os nossos consultores!

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